|
|
A CIDADE
Beijing, capital do império entre 1421 e 1911 e da República Popular da China desde 1949. É a terceira cidade mais populosa do mais populoso dos países com 15,6 milhões de habitantes, nada tira dela o título de destino mais visitado da China. Afinal, no centro fica a Cidade proibida; nos arredores, a Grande Muralha – duas das maiores obras arquitetônicas já realizadas. É o centro político, cultural e econômico. Situada ao pé das montanhas Yanshan, rodeada por rios e circundada por cadeias de montanhas.
Em função disto, Beijing é caracterizada por um clima continental e influenciado pelas monções, oferecendo, portanto sensação de um clima semi-úmido. Os melhores meses turísticos estão entre agosto e outubro.
Na história contemporânea e moderna da China, Beijing apresenta um papel importante pois vem se desenvolvendo rápido não somente nos domínios econômicos, culturais, mas também pela edificação urbana. Está crescendo como uma metrópole moderna no Leste da Ásia.
Beijing é rica em recostos turísticos contando com 7.862 lugares de relíquias históricas e arquitetura antiga, incluindo 2.666 templos e mosteiro. Trinta e cinco arquiteturas antigas se classificam na lista de protegidas pelo Estado. O palácio Imperial, a Grande Muralha, a Cidade Proibida e os Vestígios do Homem de Beijing no Zhoukoudian estão classificados também na lista de bens patrimoniais mundiais pela UNESCO. Além disso, é bem conhecida por dezenas de outros lugares históricos e pitorescos como a Praça Tiananmen, o Yonghegong Lamasery, o Parque de Beihai, as Treze Tumbas de Ming e a Ponte Marco Polo.
TEMPLO DO CÉU
O Templo do Céu, a maior construção do conjunto, hoje chamado Parque do Templo do Céu, foi construído entre 1417 e 1420 na Dinastia Ming (1368 - 1644). Era o lugar onde o imperador oferecia sacrifícios ao céu e pedia a proteção do céu para o país e para o povo. Possui três níveis de balaustradas de mármore e com 38 metros de altura, com o telhado redondo e esmaltado, se destaca por sua bela e complexa arquitetura, sendo uma obra prima em madeira da China.
Venerar o Céu e rogar pelas boas colheitas eram os objetivos do Templo do Céu. Em 1530, o imperador Jiajing da dinastia Ming, mandou construir o Altar Circular especialmente para as cerimônias de preces ao Céu e outros templos dedicados exclusivamente à Terra, ao Sol e à Lua nas regiões Norte, Leste e Oeste de Beijing. Após essa reestruturação, foi estabelecida a distribuição básica deste conjunto arquitetônico, tal como vemos hoje, e o imperador Jiajing batizou-o pessoalmente o Templo do Céu.
Duzentos anos depois, o imperador Qianlong, da dinastia Qing, mandou realizar uma ampla restauração, aproveitando para ampliar e renovar as construções então existentes, além de reconstruir os muros interiores e exteriores do Templo.
PRAÇA DA PAZ CELESTIAL (TIANANMEN)
É a maior praça do mundo, Foi construída em 1417 e reformada em 1651, com 880 metros de norte a sul e 500 metros de leste a oeste, com uma área total de 440.000 metros quadrados.
A Praça da Paz Celestial transformou-se no símbolo do estado socialista em 1 de outubro de 1949, quando foi realizada a cerimônia da fundação da República Popular da China. Dez anos depois, o Monumento dos Heróis do Povo foi erguido no centro da praça. Além disso, com a morte do Presidente Mao Zedong em 1976, foi construído o Mausoléu do Presidente Mao no eixo principal norte-sul da praça, onde o corpo de Mao é preservado em um sarcófago de cristal, junto com uma estátua de marmóre do Presidente. O passado imperial da China, a história revolucionária e o presente político estão representados vividamente na Praça da Paz Celestial. Não podemos deixar de citar que foi o lugar onde ocorreu o massacre de estudantes em 1989 em prol da liberdade e democracia, e que continua uma ferida não cicatrizada na história do país.
A CIDADE PROIBIDA (GUGONG)
A construção começou em 1406, durante a Dinastia Ming, e levou 14 anos para ser concluída. Trata-se do maior complexo palaciano do mundo, com cerca de 720.000 metros quadrados. Fica em frente à Praça do Portão da Paz Celestial, no centro da cidade. O nome “Cidade Proibida” foi dado por conta do rígido sistema de segurança que controlava a saída e entrada de pessoas no local. A grande maioria dos funcionários que viviam na cidade poderia viver sem nunca colocar os pés para fora daquela suntuosa obra.
A seção sul da cidade, ou Corte Exterior, consiste em cinco alas, usadas para fins cerimoniais. A seção norte, ou Corte Interior, era a residência do Imperador e de sua família, eunucos e criados.
Os prédios internos abrigavam a aristocracia chinesa. O amarelo – a cor real – dominava os telhados. Em cada canto do teto estão pequenas estatuetas, e o número descrevia a posição social do proprietário. A residência do Imperador tem nove estatuetas, já que o dez simbolizava o paraíso e era usado apenas no edifício mais sagrado de toda a cidade.
PALÁCIO DE VERÃO (YIHEYUAN)
Foi construído na Dinastia Qing (1644 - 1911). Era um parque para a família imperial passar o verão. O desenho do parque juntou a residência com a paisagem e a água, procurando mostrar a frescura do lugar. O parque consiste em quatro partes principais: a parte de templos, de paisagem natural, de residências e para receber visitas.
Antes da construção do Palácio, o Jardim Yuanmingyuan já havia sido construído e qualificado como o "jardim dos dez mil jardins". Em 1744, no epílogo de uma obra sobre Yuanmingyuan, o imperador Qianlong advertiu seus descendentes para que não o abandonassem para construir outro. Porém, vários anos depois, ele começou a construir o Jardim Qingyiyuan, posteriormente convertido no Palácio de Verão. |